quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Cidade de Ibiá é proibida de usar o aterro sanitário de Araxá


A partir de 1º de janeiro a Prefeitura de Ibiá não poderá enviar o lixo orgânico da cidade para o aterro sanitário de Araxá, situação que já vinha acontecendo desde fevereiro, com o fim do lixão de Ibiá. 

A proibição foi feita pela Prefeitura de Araxá, que pretende com a decisão, evitar que a vida útil do aterro, que é de 20 anos, não diminua.

De acordo com a Prefeitura de Araxá, o depósito de lixo no local feito por outras cidades, pode dificultar o município a renovar a licença ambiental. Atualmente Ibiá e Pratinha encaminham cerca de 240 toneladas de lixo para o aterro de Araxá.

O secretário de Obras e Serviços Urbanos de Araxá, Marco Antônio Rios, informou que o lixo vindo de Ibiá não recebe o tratamento adequado de separação e reciclagem, conforme acordo firmado entre os municípios e, além disso, a Prefeitura de Ibiá nunca pagou o valor de 65 reais por tonelada de lixo encaminhado ao aterro, conforme ficou estabelecido no convênio firmado entre as prefeituras. Ibiá encaminha ao aterro de Araxá cerca de 220 toneladas de lixo por mês.

A notícia foi recebida com surpresa pela Prefeitura de Ibiá que vai solicitar ao prefeito de Araxá a prorrogação do tempo por mais seis meses, até que se possa resolver o problema.

Sem ter a onde depositar o lixo orgânico, a Prefeitura de Ibiá está estudando a possibilidade de elaborar um novo convênio, desta vez com as cidades de Campos Altos e Pratinha, na tentativa de solucionar o problema.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Crime choca moradores do bairro Santa Cruz em Ibiá


Um crime bárbaro chocou os moradores do bairro Santa Cruz na madrugada de hoje (14). Um homem identificado como Willian Henrique de Oliveira, de 33 anos, foi brutalmente assassinado, com quatro tiros a queima roupa.

O fato aconteceu por volta das 2 horas da madrugada, na porta da residência onde a vítima morava, localizada na Rua 98 e a polícia ainda não tem informações sobre a autoria do crime, nem sobre o que motivou o assassinato.

De acordo com informações apuradas por nossa equipe, a vítima chegou em casa acompanhada de sua namorada, depois de passar horas festejando em companhia de amigos na Praça do Fórum. Sua namorada desceu primeiro e foi abrir o portão para que a vítima pudesse guardar sua moto. Esse foi o último momento que ela viu seu companheiro com vida. Após abrir o portão e entrar em sua residência, ela ouviu os disparos e voltou desesperada pra ver o que havia acontecido. Nesse momento ela se deparou com o namorado caído no chão e um homem fugindo rapidamente em um carro preto. A vítima foi alvejada no abdômen, por quatro disparos de arma de fogo.

A polícia foi acionada e levou a vítima para o Pronto Socorro de Ibiá, mas infelizmente já chegou sem vida no local.

O caso será entregue à Polícia Civil de Ibiá. Até o momento do fechamento dessa notícia, a polícia ainda não tinha pistas do assassino.

Abalados, nenhum dos familiares quiseram comentar sobre o ocorrido. Amigos da vítima ficaram consternados com tamanha violência.
“Estávamos juntos até a meia noite se divertindo na praça. Estava tudo bem, ele super alegre, tirando fotos com o Papai Noel, estava tudo tranquilo. Depois a gente é surpreendido por uma brutalidade dessas. É muito triste, não dá nem pra falar muito”, comentou um rapaz, que era amigo próximo da vítima.

O corpo de Willian foi removido para o IML (Instituto Médico Legal) de Araxá, onde foi necropsiado e em seguida liberado para família realizar o sepultamento, que será nesta segunda feira (15), às 9 horas da manhã.

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Suspeitos de praticarem assaltos são detidos em Ibiá

Foto: Policia Militar/Divulgação
Cinco homens, suspeitos de praticarem assaltos em fazendas e sítios de Ibiá, foram detidos pela polícia na noite de ontem (9).

A prisão foi resultado da operação “Impacto”, que contou com atuações das Polícias Militar e Civil de Ibiá.

Com os suspeitos a polícia encontrou um motor de popa juntamente com o tanque de combustível, uma televisão, um aparelho de dvd, um aparelho receptor de antena parabólica e uma caixa de som. A polícia também encontrou pacotes de cigarros do Paraguai, que podem ser produtos de contrabando.

Os suspeitos foram levados para Delegacia de Polícia Civil de Ibiá e estão à disposição da justiça.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Santas Casas enfrentam crise inédita com déficit de R$ 2 bi


Por Cinthia Ramalho e Carolina Caetano.

Donas de uma dívida total de R$ 2 bilhões, as 323 Santas Casas e hospitais filantrópicos de Minas Gerais passam por uma crise financeira inédita. Grande parte das unidades trabalha no vermelho e não consegue pagar os salários de funcionários e fornecedores, o que já obrigou muitas delas a fechar as portas ou suspender parte de seus serviços. E esse fechamento total ou parcial das unidades pode gerar uma sobrecarga em instituições maiores, principalmente no interior, em uma espécie de efeito dominó, piorando ainda mais o atendimento à população.

“Sem dúvida, essa é a maior crise vivida pelas Santas Casas”, analisa Gustavo Henrique Penno Macena, superintendente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas), resumindo a atual situação financeira das instituições no interior do Estado.

Ele também revela a preocupação com as consequências da crise no sistema de saúde como um todo. “Se uma Santa Casa de uma pequena cidade fecha, consequentemente, os pacientes vão buscar atendimento nos hospitais dos municípios vizinhos, gerando uma sobrecarga para essas instituições, que poderão fechar também”, explica.

E a importância dos hospitais filantrópicos se vê nos números. Eles foram responsáveis por cerca de 368 mil internações somente no primeiro semestre deste ano em Minas. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), esse número representa 59,6% do total de procedimentos do tipo realizados pelo poder público no mesmo período em solo mineiro.

Segundo Macena, a crise das Santas Casas no interior de Minas Gerais teve início há aproximadamente cinco anos, por causa do atraso na entrega de recursos pelas secretarias de saúde municipais e estadual. Outro fator foi o atraso no repasse dos valores pagos às instituições pelo governo federal referentes aos procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, as unidades acabaram contraindo grandes dívidas, ficando obrigadas a recorrer a empréstimos.

“Atualmente, as instituições não conseguem quitar essas dívidas nem fazer novos empréstimos, já que também perderam o crédito que tinham com os bancos”, conta o superintendente.

Outra situação que colabora para a crise financeira das Santas Casas é o repasse do SUS pelos serviços realizados – para ser considerada filantrópica, a instituição tem que realizar 60% dos procedimentos pelo sistema. O superintendente da federação afirma que a atualização da tabela de procedimentos do órgão, que acontece anualmente, é baixa e, por isso, não é suficiente para cobrir as despesas geradas por esses serviços.

Alternativa 
Segundo Macena, é muito difícil falar em um número exato de Santas Casas que fecharam as portas nos últimos anos. “Em 2013, Minas Gerais contava com 325 Santas Casas. Neste ano, o número caiu para 323. O que acontece, e que é muito grave, é que os hospitais estão reduzindo seus números de procedimentos ao invés de fechar as portas”, alerta.

Um dos casos mais recentes é o da Santa Casa de Ibiá, no Triângulo Mineiro. Sem dinheiro para realizar o pagamento dos médicos e com a intenção de reduzir gastos, a direção do hospital suspendeu os atendimentos eletivos – aqueles que não têm caráter de urgência. Segundo Frederico Lopes Silva, diretor clínico da instituição, desde o dia 12 de novembro, nove médicos, entre clínicos, pediatras e cirurgiões, deixaram de trabalhar na unidade.

Para tentar reverter essa situação, a direção do hospital criou o grupo “Amigos da Santa Casa”, em que interessados podem fazer doações, por meio de depósitos, para a instituição.

Repasses Carimbado 
Segundo a Constituição, os municípios devem gastar 15% da receita com o sistema de saúde. Já o governo estadual tem que destinar 12% da arrecadação para o setor.
FONTE: JORNAL O TEMPO